O Rio de Janeiro dos megaeventos e o desafio para as políticas de cultura: capital rentista e insurgência.

Português, Brasil
O artigo se dedica à reflexão em torno da relação entre as políticas culturais, a esfera pública e o território, tendo a cidade do Rio de Janeiro como objeto de análise. O objetivo geral é perceber como as políticas de regulação urbana influenciam as práticas de diversos atores culturais, levando, através de um processo complexo de seleção e normatividade, à invisibilidade de certas ações e acentuação de outras. Deste patamar, acredita-se que a cidade do Rio de Janeiro seja um caso por excelência de como a reorganização capitalista do espaço, traduzida na introdução do empreendedorismo urbano, promove políticas que selecionam e limitam a presença e as possibilidades de ação de certos grupos sociais, atrofiando a diversidade cultural como um projeto a se realizar. Desta feita, apresenta-se aqui a experiência Aldeia Maracanã, para contribuir na construção de um mapa de debates que identifique os limites das políticas culturais nas cidades-empresa e, para a produção de uma historiografia dos movimentos culturais insurgentes capaz de ampliar os cânones da discussão das políticas culturais no espaço urbano.
Sessão: 
Temática